ARQUITETURA

Os confins justificam os centros

O boicote à revisão do PDE, o Parque Minhocão, o Parque Augusta, o Parque Oficina, o dilema da altura dos prédios no miolo dos bairros consolidados e equipados onde os prédios já são altos e a infraestrutura já está instalada, a qualidade do piso, o nivelamento e a limpeza de calçadas em bairros onde já existem calcadas, a velocidade dos carros e o mobiliário urbano, a arborização e o enterramento da fiação, a proteção da paisagem…

são todos temas vitais (sobre os quais me debruço há anos) relativos à uma cidade bem bacaninha.

A outra cidade, logo ali, logo aqui (pois nada tão anacrônico quanto a definição centro-periferia) segue a vida, vida que segue, desequilibrada, desequipada, árida, empoeirada, cheia de armadilhas, sem lei de zoneamento, sem plano diretor, sem plano de bairro e cheia de graça, de energia, de cultura, de vida, de crianças e jovens, de potencialidades e de possibilidades.

Como sempre seguiu e sempre seguirá.Só não usem esta para justificar aquela, plis…

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